terça-feira, 14 de junho de 2011

Desempenho do frango vivo na segunda semana de junho

Campinas, 13 de Junho de 2011 - Por enquanto, nada que mude a situação gravosa do produtor. De toda forma, logo após o frango mineiro, também o frango paulista começou a desencantar – obteve na segunda semana de junho, após mais de três meses de contínua desvalorização, pequena alta de cinco centavos. Sinal de que o mercado pode, enfim, estar iniciando o processo de reversão, natural a cada final de pico da entressafra da carne bovina.

Mas vai ser preciso bem mais para alcançar um valor capaz de proporcionar empate entre ganho e custo, este estimado pelo mercado em cerca de R$1,85/kg. Ou seja: a cotação atual precisaria sofrer valorização imediata não inferior a 25%, o que, infelizmente, deve demorar um pouco mais para acontecer.




Fonte: AviSite

Mercado firme propicia nova alta do frango vivo; em São Paulo e em Minas Gerais

Campinas, 14 de Junho de 2011 - Ontem (13), o frango vivo negociado no interior paulista obteve nova alta de cinco centavos (a segunda do mês). Foi, portanto, comercializado por R$1,65/kg, valor que representa ajuste de cerca de 6,5% sobre o preço inicial de junho, de pouco mais de 3% sobre o valor vigente há 30 dias e de 22% sobre a cotação praticada há um ano. A alta estendeu-se a Minas Gerais, onde o frango vivo foi comercializado por R$1,70/kg.
 
É raro os ajustes do frango vivo ocorrerem às segundas-feiras. Porque, antes, os compradores (frigoríficos) precisam avaliar como se deram as vendas do frango abatido no final de semana. Por essa razão, o aumento de ontem pode ser considerado excepcional ou, melhor dizendo, é um perfeito indicador das novas condições do mercado, agora firme quando comparado ao de dias atrás.

 
Naturalmente, muita água precisa rolar até que a remuneração obtida pelo setor deixe de ser onerosa para o setor produtivo – avicultores independentes e integrações. Mas em algum momento próximo o equilíbrio será restabelecido. E quando isso for alcançado, o que não deve ser esquecido é que a remuneração aparente não tem o menor significado.
Exemplificando, o simples fato de o frango vivo obter neste momento ganho 22% superior ao de um ano atrás sugere que os resultados atuais são lucrativos. Da mesma forma que o preço (recorde) de R$2,10/kg alcançado há três meses insinuava ganhos jamais alcançados antes.

 
Não é bem assim – reconhece quem tem “o pé no chão”. O valor nominal recebido pelo frango – vivo ou abatido – vem se diluindo totalmente desde o ano passado com a valorização do milho no mercado interno e internacional. A ponto de, nos últimos dois meses, estar acarretando prejuízo total a todos os segmentos produtores da avicultura de corte.

 
Pois que isso seja lembrado diuturnamente. Porque o mercado – quer o interno, quer o externo – não está apto a receber mais do que se produz atualmente. E os custos (do milho, particularmente) estão aí para castigar os menos atentos. 

 
Ninguém ou poucos sabem que volume – de pintos de um dia, de frango vivo, de carne de frango – vem sendo produzido neste momento. Mesmo assim fica o recado – amplo, geral, irrestrito: é proibido ir além da produção atual. 


Fonte: avisite.com.br/